Rotina de Causas e Consequências que ajudou na implantação de hábitos saudáveis para Keka

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Um dos problemas visíveis no caso de Keka era a rotina que não estava sendo apresentada de uma maneira efetiva para a idade dela, o que causava uma tendência de Keka a ser resistente às atividades básicas e, por conseguinte, apresentando os medos na hora de ir para a cama. A ausência de rotina causa na criança imensa insegurança, desajuste e uma maior irritabilidade, então, o seu comportamento é apenas um sintoma de necessidades não contempladas.

Geralmente, a maioria dos pais pouco sabem como apresentar e conscientizar a criança à rotina. Quando tentam algo, têm eles à sua disposição, quadros com imagens que mostram para a criança os horários e as atividades que ela TEM que fazer.

Porém, a criança aos 2 anos está na fase de impulsionar-se à independência, autonomia (neste artigo aqui eu falo melhor sobre isso) e, por isso, os pais podem ouvir muitos nãos se não souberem como se comunicar com a criança desta idade. Nesta faixa etária é muito comum a criança intuitivamente não querer TER  que fazer OBRIGATORIAMENTE algo.

A Parentalidade Consciente convida os pais a desenvolverem em suas crianças a reflexão que permite os pequeninos a aprenderem a fazer escolhas conscientes de suas consequências, responsabilizando-se a partir desta consciência. Vejamos, quando os pais simplesmente mandam a criança escovar os dentes não estão oferecendo à criança a oportunidade de refletir sobre as consequências benéficas ou maléficas do escovar ou não escovar os dentes.

Por isso, desenvolvi o quadro de rotina com bases em causas e consequências que utiliza das técnicas lúdicas necessárias à primeira infância tanto quanto reflexão que ensina a criança a fazer escolhas por consciência e não simplesmente por que TEM que fazer.

A primeira dica que eu dei à Suzana, mãe de Keka, foi fazer um cartaz grande e imprimir os cartões que eu disponibilizo nesta atividade já para os pais. Os cartões possuem imagens das consequências de cada escolha, por exemplo, o efeito de escovar e não escovar os dentes. Disponibilizo este material gratuitamente no canal do Telegram, está em arquivos, para acessar clique aqui.

Além dia mais, a intenção é antes das crianças irem realizar a ação, por exemplo, tomar banho, elas comecem a implantar o hábito de olhar no quadro antes. No início é necessário os pais irem até o cartaz junto com a criança para facilitar este processo, principalmente, os pequeninos de 2 a 4 anos de idade.

Segunda dica, nesta construção de hábitos, é fazer perguntas reflexivas para o seu filho ou a sua filha como “agora é hora do que? “Ah! tomar banho. O que você quer, ficar assim ou assado”. Mostre as imagens apontando o dedo. A criança é visual, precisa do concreto. Por isso, não deixe de utilizar as imagens. Entretanto, às crianças da segunda infância, permita que elas tenham mais autonomia neste aprendizado. Buscando incentivá-la a olhar sempre que puder o quadro.

Leia ainda: A cama compartilhada que não funcionava para Keka

Não é demais lembrar que a atividade visa estimular e ensinar os pequeninos a buscarem cumprir os deveres por consciência e não por que tem que fazer. Mas sim fazer porque vai “me deixar cherosinho e protegido dos bichinhos invisíveis”. Isto é, começo a cumprir os combinados porque “sei das consequências e quero fazer melhores escolhas para mim”. Indiretamente é esta intenção que queremos ensinar às crianças, ou seja, desde cedo serem seres pensantes.

Ademais, o que mais as gerações atuais necessitam, atualmente, são estímulos para ensinarem elas a serem indivíduos pensantes. Este ensinamento não ajudará apenas o seu filho(a) na rotina, mas futuramente será aquele que reflete antes de agir e não simplesmente reage ou aceita tudo o que empurram para ele. Pequenas ações no hoje fazem grandes homens no amanhã.

Portanto, a partir do momento que Keka, tão pequenina aos 2 anos, começou a receber estes estímulos de sua mãe, encontrou emoções virtuosas como segurança, calma, proteção, disciplina, reflexão e tantas outras que uma organização rotineira gera para todo e qualquer ser humano em qualquer faixa etária que ele se encontra.

 

Comentário:

Quem é Jéssica Bicudo

Desde o início da faculdade já sabia que queria ser psicóloga infantil. E nessa abordagem, a transpessoal consciencial, tive a oportunidade de fazer terapia desde bem nova e pude olhar para o mundo de outra maneira. Através dela, também pude transformar outras famílias, assim como a minha também foi transformada.

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