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Suzana vinha tentando tirar a chupeta de Keka há semanas e sem sucesso conseguia o êxito. Oferecer a chupeta para o bebê é uma tentação para muitos pais, apesar de alguns pais rejeitarem o acessório. Existem controversas como tudo que envolve o desenvolvimento infantil. É, por isso, que sou tão a favor de uma orientação de pais focada no sistema familiar de cada um. Entretanto, não podemos negar que existem sim vários malefícios caso esta hábito persista por muitos anos.

Inclusive, prejudicando o aleitamento materno, como aponta as sociedades de pediatria pelo mundo. Ademais, é possível verificar que a utilização prolongada pode causar dificuldades no desenvolvimento da dentição e possibilidades maiores de adquirir vícios no porvir da vida adulta.

O primeiro recurso que utilizamos foi a contação de histórias. Não há educação sem uma boa história que nos ensine de maneira envolvente e prazerosa. Indiquei algumas obras que gostaria de compartilhar com vocês também:

  • “Pipo o troca chupetas” de Tatiana Sodero e Jarbas Domingos;
  • “Tchau chupeta!” de Tatiana Barros, Edgar Scandurra, Arnaldo Antunes e Antonio Pinto;
  • O balde das chupetas” de Bia Hetzel e Mariana Massarani; ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀
  • “Minha chupeta virou estrela” de Januária Alves e Tati Móes. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Toda noite, como hábito na vida de Keka, a mãe ou o pai leram para ela estas obras que se tornaram úteis na internalização do aprendizado, aceitação e sensibilização para o desprendimento necessário da chupeta.

Segunda estratégia, conversar com a criança um pouquinho sobre os malefícios da chupeta após as histórias contadas. As crianças, mesmo que muito novas, possuem capacidade de compreensão quando adequamos nosso linguajar a sua faixa etária.

Além do mais, outra importante estratégia, foi buscar substituir a chupeta por um outro hábito que gerasse nela o sentimento de tranquilidade, proteção e acolhimento que a chupeta proporcionava a ela. Pense bem, todas as vezes que o bebê chora, o que normalmente se faz quando ele já comeu e dormiu? Dá-se a chupeta. Então, o que a chupeta representa simbolicamente? O conforto e segurança. É, por isso, que não se tira uma chupeta de maneira tão simples e tirar brutalmente pode afetar-lhe emocionalmente.

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A quarta estratégia a ser implantada aos poucos no Lar de Keka foi a retirada da chupeta durante a noite, isto é, os pais davam a chupeta no início do sono, porém, após o sono pesado vir, retirá-la suavemente. Lembrei também, a mãe da Keka, a importância de evitar deixar a chupeta pendurada na roupa, para a criança não tê-la com facilidade.

À primeira vista, parece ser fácil implantar tudo isso. Mas todos sabemos que não será nenhum trabalho fácil e, sim, bem trabalhoso! Foi, por isso, que alertei Suzana a exercitar quantas vezes fossem necessárias a virtude da paciência neste momento da retirada, inclusive, especialmente, na noite que seria retirada por completo a chupeta. Nesta noite, Keka que havia aceitado a jogar fora a chupeta, voltou a pedir, o que é muito comum, quando a mãe lembrou que ela havia jogado fora e fez novamente as reflexões para a retirada, Keka chorou e esperneou. A mãe buscou acolhê-la, oferecendo-lhe abraços, colos e repetindo as reflexões, lembrando das histórias que ela havia escutado e aos poucos Keka começou a diminuir os soluços e o sono veio e, por fim, adormeceu.

Importante salientar que a decisão precisa se manter firme. Uma vez dado a recaída e oferecido a chupeta novamente a criança, o processo e retirada será 10 vezes mais doloroso para a criança e difícil aos pais. Manter a decisão é a melhor opção. Lembrando que é necessário reforçar que a criança fez a escolha, desta forma estará estimulando nela desde a tenra idade a virtude da responsabilidade.

Não poderia deixar de lembrar da técnica do Sleep Talking que também utilizamos neste momento da retirada da chupeta da Keka. Expliquei a técnica em artigo anterior nos casos da Keka. Esta técnica também ajudou o processo ser mais leve e suave, mesmo sendo desafiador, principalmente, aos pais. Pois quando os pais ouvem o choro da criança, é de partir o coração. Às vezes dói mais nos pais que na própria criança, falemos a verdade aqui, né!?

Desta forma, é possível fazer um caminhar leve para este momento de transição. Além de nas experiências cotidianas do desenvolvimento da criança, já estimular também uma educação para as virtudes. Vejo muitos pais olharem para a educação das virtudes como algo muito teórico, longe da realidade. Mas vejamos, já contabilizou quantas virtudes mencionei em uma experiência simples na retirada da chupeta? É só observarmos os fatos que eles nos esclarecem por si mesmos. Até o próximo episódio da história da Keka, na qual falaremos sobre o primeiro dia na escola da Keka.

Quem é Jéssica Bicudo

Desde o início da faculdade já sabia que queria ser psicóloga infantil. E nessa abordagem, a transpessoal consciencial, tive a oportunidade de fazer terapia desde bem nova e pude olhar para o mundo de outra maneira. Através dela, também pude transformar outras famílias, assim como a minha também foi transformada.

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