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Certa vez eu estava em uma escola municipal da minha cidade natal fazendo um trabalho de Oficinas das Emoções com crianças de cinco anos de idade. O trabalho fazia parte do estágio na Faculdade de Psicologia. A turma era composta por aproximadamente vinte alunos, mas dois acontecimentos me deixaram muito intrigada, apesar não estarem no foco dos estudos em questão. O primeiro foi que, ao entregar para as crianças, em uma das atividades do dia, uma folha em branco para desenharem, elas tiveram enorme dificuldade de pintar, demonstrando sentimentos de incapacidade quando diziam, por exemplo, “tia, eu não sei desenhar. Faz para mim?”.  Já no outro encontro oferecemos uma folha com desenho já sublinhado para que elas apenas colorissem e neste segundo episódio as crianças coloriram o desenho quase que automaticamente.

Possivelmente, essas crianças já estão condicionadas a apenas reproduzir e não a criar. As crianças que são expostas em ambientes prontos, instrumentos prontos, brinquedos prontos, desenhos prontos não exercitam a habilidade criativa que traz em si.

O que isto tem a ver com um cantinho da Leitura em casa? Tudo, tendo em vista que a habilidade criativa é muito exercitada no universo de um leitor. O hábito de se conectar a diversas obras permite o desenvolvimento das funções cognitivas, emocionais e conscienciais. Os pequeninos vão produzindo conexões neurais que ajudam nas estruturações mentais do raciocínio e da lógica, auxiliando também a construir funções executivas que são as habilidades cognitivas para dominar nossos pensamentos, nossas emoções e ações diante das nossas vivências. Do mesmo modo permite, dependendo da leitura, o indivíduo a se compreender melhor através dos conhecimentos adquiridos, isto é, o sujeito vai se tornando cada vez mais consciente da vida e de si mesmo.

Além do mais, ter um local apropriado em casa para a leitura permite que se estabeleça desde a tenra idade a importância deste hábito na vida do sujeito, pois evidencia à criança que tem e deve ter prioridade em sua vida. Assim, é importante oferecer um espaço para desenvolver entre tantas coisas a concentração, empatia, linguagem oral, diminuição de comportamentos desafiadores, imaginação, criatividade e uma maior conexão entre pais e filhos.

Destaco aqui que a criatividade, segundo o Fórum Econômico Mundial, será uma das habilidades essenciais no mercado de trabalho do futuro próximo. Isso se dá porque no processo de automação os robôs cumprirão muito bem seus papeis, porém não têm os potenciais divinos para refletir e co-criar. Só o ser humano tem consciência de si e a capacidade de ter , de pensar, de elaborar reflexivamente e de agir por autonomia. Os indivíduos que continuarem a agir  por reprodução e de maneira automática tenderão a ter sérios problemas.

Você vai gostar de ler… Ocupe-se com seu filho!

É fundamental salientar que o prazer pela leitura deve ser vivido a todo momento e isso só será possível se houver a espontaneidade, ou seja, a aprendizagem e o hábito vem naturalmente quando estimulado de maneira adequada, respeitando a individualidade e a liberdade de escolha da criança na hora de optar por um livro de seu interesse. Obviamente, ela escolherá aquilo que estiver disponível ao seu redor e vai ser impulsionada a ler se tiver o exemplo dos adultos de referência, não adiantará o adulto pedir para a criança ler se ele mesmo não demonstrar na prática que ele também o faz constantemente.

Ainda há  algumas dicas que podem ser úteis na hora de escolher os livros que ficarão neste espaço do lar como os de borracha, plástico ou tecido quando a criança tiver nos primeiros meses a um ano de idade. Quando o pequenino já estiver por volta dos dois anos até uns quatro anos, é eficaz dar espaço às crianças fazerem comentários ou mesmo estimular a criança a contar a sua história preferida. A partir dos cinco anos de idade, os livros poderão conter mais frases escritas para ampliar o vocabulário do amado filho e se torna factível convidar a criança a pensar sobre os sentimentos dos personagens nos vários momentos da história para que ela vá aprendendo sobre as emoções.

Portanto, um cantinho da leitura em casa pode reunir os integrantes do lar e proporcionar, por consequência, o estreitamento dos laços familiares. Diante das leituras disponíveis se internalizam também os princípios que são importantes para cada família e se constroem habilidades essenciais como a criatividade e a reflexão. É significativo, então, que os pais pensem nesta maneira de conduzir os filhos para o bem, o bom e o belo na arte de ler.

Quem é Jéssica Bicudo

Desde o início da faculdade já sabia que queria ser psicóloga infantil. E nessa abordagem, a transpessoal consciencial, tive a oportunidade de fazer terapia desde bem nova e pude olhar para o mundo de outra maneira. Através dela, também pude transformar outras famílias, assim como a minha também foi transformada.

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