Sobre Autor(a)

Compartilhe nas redes sociais

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp

Baixe o artigo acessando a imagem:

O primeiro dia de escola da Keka não foi nada fácil, keka se recusou a ficar longe da mãe. Chorava e gritava sem parar! Nos primeiros dias de aula é natural que isso acontece, afinal, é um novo hábito e espaço que a criança está vivenciando. Porém, se isso se intensifica e começa a ser frequente não apenas em um ambiente, mas em outros é preciso ficar atento e investigar melhor. Foi o que aconteceu com a Keka, começou a recursar ficar longe da mãe na escola, na hora de dormir e em outros ambientes que fosse precisaria estar junto a ela, caso contrário, abriria um choro sentido que doía no coração de Suzana. E cá entre nós, qual mãe não fica com o coração apertado com o choro do seu bebê?

Com o acompanhamento na orientação de pais e iniciada a psicoterapia, identificamos que keka estava com o que chamamos de ansiedade de separação. Este transtorno é o nome atribuído ao sentimento de uma criança quando ela está longe de um de seus cuidadores principais, ainda que seja por poucos instantes. Alcança mais habitualmente a faixa etária dos dois anos, justamente a idade que Keka se encontrava quando estávamos com ela.

É importante esclarecer e compreender que a criança sente um temor de perder um de seus pais, um medo gigante de que ela desapareça ou o cuidador principal a abandone. É, justamente, este motivo maior que faz com que a criança começa a sentir sintomas além do choro, mas falta de apetite, irritação, dor de barriga, leve resfriado.

Era o que acontecia com Keka e, por isso, o primeiro dia de aula foi nada fácil para Suzana e, principalmente, para sua pequenina. Afinal, a mãe tentou prepará-la contando histórias sobre a escolinha dela, conversando sobre o primeiro dia de aula, as brincadeiras que iria encontrar, as tias que iria conhecer e todo o universo maravilhoso do ambiente escolar como havíamos orientado.

Você vai gostar de ler: Quais recursos foram importantes para Keka largar a chupeta?

Ademais, é muito importante preparar a criança para cada novo acontecimento da sua vida, como ela está nas suas primeiras experiências de vida, é natural que sinta receio e busque o colo protetor e acolhedor dos pais. Entretanto, Keka tinha ali um outro desafio para superar: a ansiedade de separação e, por isso, o caso não era tão simples como se imaginava.

O que fazer, então, para diminuir a ansiedade na criança? O que fizemos para ajudar Keka neste sofrimento? E como aliviar as angústias dos pais que estavam sem compreender como ajudá-la?

Primeiramente, compartilhamos com Suzana e seu marido que seria importante uma boa dose de paciência. Pois, não era um processo fácil e rápido. Seria preciso um trabalho em conjunto: intervenções no lar e na clínica da Infância Consciente.

Suzana e seu marido, iniciaram as intervenções no lar acolhendo as emoções de Keka sempre que ela manifestava medo e fazendo afirmações como: “Tudo bem ficar com medo, mas saiba que estamos aqui sempre para te proteger e jamais iremos te abandonar.

Além disso, também começaram a incluir brincadeiras como “esconde-esconde”; explicação prévia antes de sair de casa (“Filha, hoje irei em tal lugar, mas vou voltar e se precisar a tia/papai/a vovó pode me ligar se precisar de mim.”), jamais sair de fininho sem avisar, este movimento agrava e torna mais trabalhoso depois a ressignificação do transtorno.

Na escola, sugeri Suzana ficar junto e ir diminuindo o tempo gradativamente e sempre avisar quando iria sair para que Keka sentisse segurança e verdade por parte dos pais (“Filha, como combinamos hoje mamãe vai ficar apenas 20 min. e quando for 5 min. para eu ir embora irei te lembrar. Volto quando a aula acabar.). É importante destacar que houve também a orientação para os pais chegarem alguns minutos antes da aula acabar para que Keka não ficasse esperando demais e a ansiedade se intensificasse, pelo menos enquanto estivéssemos trabalhando na superação do transtorno.

Outra técnica ensinada aos pais para se fazer todas as noites, após o sono profundo de keka, é a Sleep Talking. Técnica esta já ensinada nos artigos anteriores do caso da Keka. Por isso, não estenderemos em explicá-la novamente por aqui.

Leia ainda: Como ajudei a família conversar com Keka sobre a morte do avô

Concomitante este trabalho intenso dos pais, também tivemos o trabalho de psicoterapia. Em casos de transtornos, não recomendamos tratar apenas em casa. A psicoterapia faz os resultados surgirem com maior efetividade e o processo será menos doloroso para ela e para sua família.

Dessa forma, foi possível a Keka superar a ansiedade de superação em alguns meses de trabalho. Experiência de superação esta que não fica gravada apenas nesta fase de sua vida, mas repercutirá ao longo de toda sua existência. Pois, a infância nos permite enxergar o reflexo de como lidaremos com os desafios do amanhã, na fase adulta.

Quem é Jéssica Bicudo

Desde o início da faculdade já sabia que queria ser psicóloga infantil. E nessa abordagem, a transpessoal consciencial, tive a oportunidade de fazer terapia desde bem nova e pude olhar para o mundo de outra maneira. Através dela, também pude transformar outras famílias, assim como a minha também foi transformada.

2021 Infância Consciente. Direitos Reservados | Termos e Política | Criação e Administração: USE TECNOLOGIAS

Atenção!

 Caso tenha interesse, preencha com seus dados e entre para nossa Newsletter.

Sim, desejo receber e-mails sobre artigos, noticias, tendências ou ofertas da Infância Conciente. O consentimento pode ser retirado a qualquer momento clicando no link de cancelamento de inscrição presente em todas as comunicações por e-mail.