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A fralda é deixada e não retirada.

Esse olhar é essencial para um desfrade consciente, natural , autônomo e gradual.

Papai,  mamãe , adulto que cuida de uma criança ,respire fundo, pois esse processo não é seu, não é uma questão de decisão é uma questão de preparo, maturidade e depende do desenvolvimento da criança.

Não tem uma data exata, o processo de desfralde pode ir em geral dos 18 meses até aproximadamente 4 anos, porém quem vai determinar isso é a criança, e cada criança é diferente e tem seu tempo.

É muito importante entender que para o desfralde a criança precisa de 3 pilares do desenvolvimento o cognitivo, o emocional e o motor. E Por vezes não adam sempre juntos, mas para que a criança esteja preparada é necessário a maturidade dos 3 .

Pode ocorre que a criança até saiba , mas não está preparada emocionalmente ou o desenvolvimento motor, corporal ainda não a permite.

Por isso Não existe uma ferramenta que funcione igualmente para todas as criança, somos individuais, únicos, e na teoria sabemos disso, mas muitas vezes acabamos comparando, mesmo que sem má intenção  ,porém isso não contribui para o desenvolvimento.

Então como fazer para identificar que minha criança está preparada?

É muito importante entender as fases antes do desfralde.

1-A criança nem sabe que está fazendo.

2-A criança avisa depois que já fez.

3-A criança avisa durante , está fazendo , mas não tem controle ainda.

4-A criança avisa antes de fazer , mas não consegue chegar ao banheiro ainda.

Essa última fase é o sinal de que a criança pode estar pronta para iniciar o desfralde.

Veja que ela não desfraldou, apenas pode ser o início desse processo.

Como podemos contribuir nesse processo:

-Entender que é um processo da criança, não crie expectativas, apenas ajude ela a lidar com essa fase sendo suporte, apoio, acolhendo e encorajando.

-Seja um observador das respostas da criança e ajude ela a ter consciência dos processos fisiológicos, criando momentos de conexão usando a linguagem da criança que é musiquinha, historinhas e brincadeiras que facilitem ela visualizar de forma lúdica o processo.

-Encarar com leveza, ser a calma e segurança que a criança precisa.  Não pressione, recompense, premie ou compare, esses recursos não favorecem, muito pelo contrário prejudicam o processo de desenvolvimento, uma vez que não depende da força de vontade da criança e sim da maturidade dela nos 3 aspectos cognitivo, emocional e corporal.

-Encorajar respeitando a singularidade da criança, familiarizando sobre o banheiro e preparando o ambiente, deixando acessível para realidade dela, para que ela se sinta pertencente e parte, pode ser um acento redutor , um banquinho para facilitar ter acesso,  seja guia no processo contribuindo para autonomia, mas deixe a criança sentir para agir.  Já dizia a médica, educadora e pedagoga Maria Montessori (1870-1952) que um dos pilares para se educar filhos é ter um ambiente preparado.

Por fim entender que cada criança tem um processo diferente, mesmo sendo irmãos, ou da mesma idade, menino ou menina, cada criança tem seu tempo, observe se necessário interrompa o processo caso sinta que a criança não tem maturidade ainda, permita isso, não é uma regressão , muito pelo contrário é um passo tão importante para ela, ser respeitada em sua singularidade isso a fortalece e favorece a maturidade emocional, muitas vezes pode ocorrer do desenvolvimento cognitivo não acompanhar o desenvolvimento motor, ou o emocional, entenda isso, não acorde a criança no meio da noite, isso interfere na qualidade do sono,  vão ocorrer escapes sim,  esteja pronto para acolher e encorajar sem julgar, apenas compreenda que o desfralde não depende da força de vontade da criança, mas sim do desenvolvimento dela, e o desfralde natural não é conduzido e sim respeitado.

 

Comentários:

Quem é Jéssica Bicudo

Desde o início da faculdade já sabia que queria ser psicóloga infantil. E nessa abordagem, a transpessoal consciencial, tive a oportunidade de fazer terapia desde bem nova e pude olhar para o mundo de outra maneira. Através dela, também pude transformar outras famílias, assim como a minha também foi transformada.

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