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A natureza possui todas as perfeitas informações que nos propulsionam à verdadeira transformação. É nela que encontramos elementos que nos ajudam a desenvolver as inteligências cognitiva, emocional e espiritual além de nos propiciar a saúde do corpo.

Ao contrário do que se apregoou durante séculos, mesmo a sociedade tendo recebido célebres educadores como Pestalozzi, Rousseau, Montessori Froebel e tantos outros, é ainda visível que a maioria dos adultos insistem cegar perante a tradicional educação que privilegia o excesso de informação e não o conteúdo que se internaliza a partir das coisas da natureza. É possível estudar e compreender todos os fenômenos das ciências exatas, humanas e espirituais a partir da natureza.

Rousseau destaca no livro Da Educação que o aprendizado deve partir dos órgãos dos sentidos, isto é, a criança em sua primeira infância é incapaz ainda de compreender as abstrações e por isso deve compreender as coisas do mundo a partir do contato direto com estas coisas. Desta forma, a natureza se faz de extrema importância desde a tenra idade.

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É no contato com o solo que posso compreender a diferença do quente e frio, é no contato com as várias flores que posso descobrir que no mundo há vários aromas, é no sentir os inúmeros elementos que circula no ambiente natural que consigo aprender as diferentes texturas e ser estimulada ao desenvolvimento integral do Ser.
O mesmo autor faz uma fala que merece ser destacada nestas linhas, a saber:  “A natureza quer que as crianças sejam crianças antes de serem homens. Se pervertermos esta ordem, produziremos frutos precoces sem maturidade e sem sabor, que não tardarão corromper-se. Teremos jovens doutores e crianças velhas. Nada há menos sensato do que querer substituí-los aos nossos”. 

Este célebre filósofo também nos ensina que o Ser é bom em seu estado natural, o que casa bem com a Psicologia das Virtudes no qual trazemos o potencial virtuoso que se faz latente em todo indivíduo. Chamamos de Ser Essencial, a fonte virtuosa em todo ser humano, entretanto, alguns resolvem desenvolver-se e outros não.

É importante destacar que também encontramos estas mesmas conclusões nas pesquisas recentes da Psicologia Positiva, na qual, Martin Seligman, psicólogo e professor da Universidade da Pensilvânia, e equipe ao estudarem pessoas de diferentes culturas descobrirem que o ser humano possui 24 forças pessoais, principalmente, e que uns resolvem pelos esforços trabalhar e ampliar estas forças em si e outras não. Podemos chamar de virtudes ou forças pessoais, fato é que trazemos este potencial dentro de cada um de nós.

Como o mundo seria se recebêssemos desde cedo uma educação para as virtudes? Para ampliar este potencial virtuoso dentro de nós?

Talvez, a crença limitante do perfeccionismo já se instale em sua mente, automaticamente, neste instante, e interprete estas linhas como uma educação perfeita. Enfatizo que não é isso que queremos dizer aqui, pois a educação com virtudes a educação que exercita o sentimento de aprendiz da vida, compreendendo que somos imperfeitos. A natureza é perfeita mesmo nas imperfeições, tal como nós somos imperfeitos nas nossas imperfeições; desde que estejamos em aperfeiçoamento assim como as leis da natureza nos exemplificam.

Salientamos os aprendizados do ainda escritor que coloca que nada se aprende a não ser por uma conquista ativa e que o aluno deve “reinventar” a ciência em vez de repetir fórmulas verbais prontas. Daí eu te pergunto ainda educador consciente: como reinventar se nossas crianças cada vez mais conhecem menos a natureza que as habita? Existem crianças que “conhecem” o sol por meio de uma tela; “aprendem” as nuvens com um recorte de EVA.

Existe uma pesquisa, citada no documentário O começo da vida 2, que foi feita há alguns anos atrás com crianças que desenharam o que simbolizava a natureza. Esta experiência foi realizada com crianças de diversos lugares e a conclusão foi algo interessante: crianças de cinco, seis, sete, oito anos que viviam em algum tipo de aldeia ou área rural desenharam além do sol, as árvores, mas também a mão, o pé, a mãe, a si mesmas. Já os pequeninos de cidades urbanas como Nova York, São Paulo desenharam pássaros, árvores, sol. Estes resultados demonstram que a cultura que envolve as crianças de cidades urbanas coloca a natureza como um elemento exterior, o outro.

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Portanto, não apenas habitamos a natureza, nós somos a natureza. E por ser parte da natureza somos convidados a aprender com ela para ascender os nossos corações cada vez mais com as virtudes. Privilegiando uma educação que busque estimular, desde cedo, a compreensão do mundo por meio do sentir, do pensar e do tocar o ambiente que vivemos. Se nos movimentarmos desta forma, teremos cada vez mais seres humanos que ao invés de decorarem fórmulas para serem descartadas logo adiante, aprendem as leis naturais para propiciar mais progresso ao planeta. O que queremos? Crianças que decoram fórmulas ou crianças que reinventam o que veem na natureza? Crianças que viram adultos formados e perdidos de si mesmos ou crianças que se transformam a cada no aprendizado?

Quem é Jéssica Bicudo

Desde o início da faculdade já sabia que queria ser psicóloga infantil. E nessa abordagem, a transpessoal consciencial, tive a oportunidade de fazer terapia desde bem nova e pude olhar para o mundo de outra maneira. Através dela, também pude transformar outras famílias, assim como a minha também foi transformada.

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